terça-feira, 21 de junho de 2011

Não importa saber (O que é mais?)

 
O que é mais? Perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor. Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais. E sempre importa saber que perdoar é o modo mais sublime de crescer e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar.

O que é mais? Amar ou ser amado?
Amar significa tudo aquilo que todo mundo deve. E ser amado significa tudo aquilo que todo mundo deseja.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais. E sempre importa saber que ninguém pode querer amar sem se esquecer e ninguém pode querer ser amado sem se lembrar de todos.

O que é mais? Abrir a porta ou abrir o coração?
Quem abre a porta mostra que vai receber alguém. Quem abre o coração quer que ninguém fique fora.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais. E sempre importa saber que abrir a porta é o modo mais delicado de ser bom e abrir o coração é o modo mais divino de amar.

O que é mais? Ir à lua ou ficar na terra?
Quem vai à lua vê mais um tanto de tudo que Deus fez. Quem fica na terra vê mais um tanto de tudo o que o homem pode.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais. E sempre importa saber que quem vai à lua deve voltar à terra, e quem fica na terra deve ir aos outros.

O que é mais? Dar ou estender as mãos?
Quem dá mostra que se despoja de alguma coisa. Quem estende as mãos mostra que quer alcançar alguém.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais. E sempre importa saber que dar é um gesto sublime de bondade e estender as mãos é um gesto de bondade que sublima.

O que é mais? Levar rosas ou enxugar lágrimas?
Quem leva rosas mostra que se lembrou de alguém na felicidade. Quem enxuga lágrimas mostra que não se esqueceu de alguém na infelicidade.
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais. E sempre importa saber que levar rosas é um gesto de amor que todo mundo faz e enxugar lágrimas é um gesto que só o amor faz a todo mundo.

Do LP “Oração da minha vida”, 1977
Narração: Cid Moreira
Autor: Pe. Orlando Gambi C.Ss.R.
 

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